Fiz tanta bobagem nesse tempo todo. Fiz tanta coisa que hoje penso que era melhor não ter feito. Foi uma época que eu fiquei sem rumo e que ao mesmo tempo tinha o céu inteiro pra conhecer.
Não soube lidar com isso, hoje assumo. Sou do tipo pé no chão. Do tipo que adora sonhar, mas que pede por um pouco de segurança pra fazer isso sem riscos de se machucar.
Conheci muita gente. Pessoas que abriram novos caminhos. Mas agora, vejo que tudo que eu queria estava lá no começo.
Eu sei que errei muito. Mas sei que fiz tudo pensando em acertar. Tudo. O medo que tantas vezes me paralisou era puro receio de errar. E talvez, meu maior erro tenha sido esse. Ou tenha sido me preocupar comigo o tempo todo, com o que eu sentia, com minha felicidade. Mas será que isso é mesmo um erro? Será que não é um pouco válido?
Sei que muitos têm motivos para sentir raiva de mim. Mas dói saber desses sentimentos. Nunca quis machucar ninguém. E é difícil ficar em paz quando alguém não está em paz com a gente.
Fiz muita bobagem nesse tempo todo. Mas fiz muita coisa boa também. Espero que isso pese mais. Não quero ser injusta com a felicidade que senti. Espero que ninguém mais seja injusto com ela.
25.5.11
9.5.11
Paz.
"Que Deus lhe dê paz de espírito", foi o que o padre me disse.
Eu digo o mesmo a você, meu bem.
Eu digo o mesmo a você, meu bem.
7.5.11
Longe.
Aonde está você
Por que é que você foi
Não quero te esquecer
Mas já fiquei tão longe…
Tão longe…
Não dá mais pra voltar
E eu nem me despedi
Onde é que eu vim parar
Por que eu fiquei tão longe…
Tão longe…
6.5.11
2.5.11
Porque só agora?
Ponho sua blusa.
Toco seu violão.
Como seu chocolate.
Lembro do seu sorriso.
Te escrevo cartas.
Penso em você o tempo todo agora.
Mas porque só agora?
Será que a hora é agora?
Mas que saudade de você!
Toco seu violão.
Como seu chocolate.
Lembro do seu sorriso.
Te escrevo cartas.
Penso em você o tempo todo agora.
Mas porque só agora?
Será que a hora é agora?
Mas que saudade de você!
24.4.11
13.4.11
Quebramos os dois
A música é em português, mas não é tão fácil entendê-la por causa do sotaque de Portugal.
Mas há alguns dias, ela estava na minha cabeça. Logo pensei, "essa música quer me dizer algo".
Acabei de ler a letra. Acabei de entender o que meu subconsciente tentava me mostrar.
Pra falar a verdade, acho que só você vai entender.
Mas há alguns dias, ela estava na minha cabeça. Logo pensei, "essa música quer me dizer algo".
Acabei de ler a letra. Acabei de entender o que meu subconsciente tentava me mostrar.
Pra falar a verdade, acho que só você vai entender.
Quebramos os dois - Toranja
Era eu a convencer-te de que gostas de mim,
Tu a convenceres-te de que não é bem assim.
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.
Eras tu a dançares em pleno dia,
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar p'ra esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.
Afinal...
Quebramos os dois, afinal.
Quebramos os dois...
Desviando os olhos por sentir a verdade,
Juravas a certeza da mentira,
Mas sem queimar de mais,
Sem querer extingir o que já se sabia.
Eu fugia do toque como do cheiro,
Por saber que era o fim da roupa vestida,
Que inventara no meio do escuro onde estava,
Por ver o desespero na cor que trazias.
Afinal...
Quebramos os dois, afinal,
Quebramos os dois...
Era eu a despir-te do que era pequeno,
Tu a puxares-me para um lado mais perto,
Onde se contam histórias que nos atam,
Ao silêncio dos lábios que nos matam.
Eras tu a ficar por não saberes partir,
E eu a rezar para que desaparecesses,
Era eu a rezar para que ficasses,
Tu a ficares enquanto saías.
Não nos tocamos enquanto saías,
Não nos tocamos enquanto saímos,
Não nos tocamos e vamos fugindo,
Porque quebramos como crianças.
Afinal...
Quebramos os dois, afinal,
Quebramos os dois...
É quase pecado que se deixa.
Quase pecado que se ignora.
8.4.11
Do amor.
Às vezes acho que eu gastei o amor.
Que o usei até o limite.
Queria me sentir como antes. Quando tudo fazia sentido.
Quando seu olhar me bastava.
Que o usei até o limite.
Queria me sentir como antes. Quando tudo fazia sentido.
Quando seu olhar me bastava.
5.4.11
Não sou sua.
Não quero ser responsável por sua tristeza, por sua incompletude.
Quero me ser inteira, com você do meu lado.
Não sou sua, aprendi isso na marra. Você me ensinou isso.
E ao me afastar de você, me conheci. Gostei de mim.
Quero que você goste também.
De fato, não sou sua, nem posso ser.
Mas adianto aqui, e deixo bem claro, que esse amor é seu. Esse amor doído e um pouco maltratado. Esse amor que anda capenga, mas que resiste às intempéries.
Ele é seu.
Não me cobre mais. Não cobre o que eu não posso te dar. O que já te dei antes.
Sossega seu coração, para o meu poder sossegar.
Quero me ser inteira, com você do meu lado.
Não sou sua, aprendi isso na marra. Você me ensinou isso.
E ao me afastar de você, me conheci. Gostei de mim.
Quero que você goste também.
De fato, não sou sua, nem posso ser.
Mas adianto aqui, e deixo bem claro, que esse amor é seu. Esse amor doído e um pouco maltratado. Esse amor que anda capenga, mas que resiste às intempéries.
Ele é seu.
Não me cobre mais. Não cobre o que eu não posso te dar. O que já te dei antes.
Sossega seu coração, para o meu poder sossegar.
30.3.11
Enlouqueci.
Está constatado! Minha mente quer me enlouquecer.
As vontades atiradas para todos os lados. Lembranças e expectativas que se confundem. A necessidade de dizer tudo o tempo todo, de não guardar pra mim um sentimento que é direcionado a outro. A covardia por não aceitar a responsabilidade das minhas escolhas. A falta de autocontrole, de determinação. Os pequenos sinais que se tornam grandes, enormes, monstruosos... Meu Deus! Eu enlouqueci. Ou melhor, me enlouqueci. E por vontade própria, vale ressaltar!
Não tenho controle sobre mim e já adianto que não posso ser responsabilizada pelos meus atos. Tenho dito e pronto!
As vontades atiradas para todos os lados. Lembranças e expectativas que se confundem. A necessidade de dizer tudo o tempo todo, de não guardar pra mim um sentimento que é direcionado a outro. A covardia por não aceitar a responsabilidade das minhas escolhas. A falta de autocontrole, de determinação. Os pequenos sinais que se tornam grandes, enormes, monstruosos... Meu Deus! Eu enlouqueci. Ou melhor, me enlouqueci. E por vontade própria, vale ressaltar!
Não tenho controle sobre mim e já adianto que não posso ser responsabilizada pelos meus atos. Tenho dito e pronto!
15.3.11
Da monografia
Estou encantada aqui. Não é amor, não é uma música, nem é o céu, que, aliás, está meio cinza hoje. Dessa vez, é minha monografia. Nunca pensei que diria isso! Hoje me forcei, de fato, a tomar umas providências pra que ela saia do mundo das idéias.
Quem me conhece sabe que sou apaixonada por música. Não como produtora, como ouvinte mesmo. Fico impressionada com as possibilidades e as sensações causadas por ela. Por isso, pra que a mono não se tornasse algo insuportável até o fim do semestre, decidi que meu tema estaria envolvido em melodias.
Música na internet, esse é o ponto. Vou analisar artistas que ultrapassam a agenda do mass media e questionam os tradicionais meios de comunicação. Pra isso, vou usar uma banda como estudo de caso. Tenho algumas opções e acabei de mandar e-mail para a que acho mais representativa. Estou com o coração na mão, toda ansiosa por resposta, porque adoro os caras e tenho muito respeito por eles. Não vou divulgar aqui por enquanto. Vai que eu recebo um não!
Vou fazer uma tag só pra posts sobre a monografia. Estou vendo que vai me causar muitas emoções. Adoro registrar essas coisas. Se vocês quiserem acompanhar o processo de produção, fiquem à vontade!
Marcadores:
Da monografia
8.3.11
Amigo.
Vinícius diz:
espero que esteja feliz!
Jéssica Raphaela diz:
digo o mesmo pra vc.
beijo, amigo!
Vinícius diz
beijo, querida!
4.3.11
2.3.11
Da vida, faço texto.
Das palavras que ouço, formo frases incompletas. Incompletas, sim. Porque, nessa vida, nada tem um fim definitivo. As frases terminam em reticências, dois pontos, interrogação, exclamação, vírgulas, ponto e vírgula, vá lá! Mas nunca em ponto final. Acreditei, muitas vezes, em um ponto final. Mas, no máximo, era um ponto que puxava uma nova frase, um novo parágrafo, um novo capítulo.
Das frases, formo orações. E neste caso, peço ajuda a Deus, pra que Ele me dê discernimento e sabedoria. Não quero incompreensões, nem falta de sentido.
Mas confesso que minha gramática é informal e, algumas vezes, incorreta. Ela dá margem a diversas interpretações. Inclusive há casos em que nem eu entendo. Por conta dos paradoxos, das incoerências.
Mas é disso que faço a vida. A minha vida. Sem borrachas, nem corretivos. Faço-me livro. E quem me lê, quem me lê a fundo, conclui que, na verdade, não pode concluir nada!
Das frases, formo orações. E neste caso, peço ajuda a Deus, pra que Ele me dê discernimento e sabedoria. Não quero incompreensões, nem falta de sentido.
Mas confesso que minha gramática é informal e, algumas vezes, incorreta. Ela dá margem a diversas interpretações. Inclusive há casos em que nem eu entendo. Por conta dos paradoxos, das incoerências.
Mas é disso que faço a vida. A minha vida. Sem borrachas, nem corretivos. Faço-me livro. E quem me lê, quem me lê a fundo, conclui que, na verdade, não pode concluir nada!
27.2.11
Quando ele foi.
Ainda fiquei lá por um tempo. Te vi indo embora sem olhar pra trás. Lembrei do beijo que você não me deu e das palavras que achei que nunca ouviria da sua boca. Das palavras que achei que nunca teria que te falar.
Eu fiquei lá por não saber pra onde ir. Fiquei pra sentir um pouco mais. Na verdade, pra sentir tudo que eu tinha pra sentir. Fiquei até entender que nossa história tinha acabado ali.
Então, eu percebi as consequencias da minha escolha e vi que já não havia volta.
Você foi, eu fiquei parada.
Foi um desses momentos que a gente nunca esquece. E pra ser sincera, sempre vai valer à pena lembrar de você, menino!
26.2.11
Ela gosta de sentir.
"Parece que eu te conheço há anos", foi o que ele disse a ela.
Ela sorriu. Era verdade.
Tudo aconteceu muito rápido, com muita intensidade. Ela ainda sente as sensações. Ainda fecha os olhos e vê o rosto dele, com aquela feição que ela tanto gosta. Ainda arrepia lembrando do toque.
Não se sabe porque se sente tão à vontade com aquele desconhecido.
Talvez seja porque ela vê nele partes do que queria ter sido. Ela se vê nele.
Como isso acontece? Isso ela não sabe.
Só sente que gosta.
E como ela gosta de sentir!
Ela sorriu. Era verdade.
Tudo aconteceu muito rápido, com muita intensidade. Ela ainda sente as sensações. Ainda fecha os olhos e vê o rosto dele, com aquela feição que ela tanto gosta. Ainda arrepia lembrando do toque.
Não se sabe porque se sente tão à vontade com aquele desconhecido.
Talvez seja porque ela vê nele partes do que queria ter sido. Ela se vê nele.
Como isso acontece? Isso ela não sabe.
Só sente que gosta.
E como ela gosta de sentir!
23.2.11
Das escolhas que não sei fazer.
Semana passada eu estava com uma urgência de vida. Queria que as coisas acontecessem o mais rápido possível, pra eu poder sentí-las logo. Era uma pressa, uma ansiedade. Era deitar na cama e achar que, ao fazer isso, estava perdendo tempo.
Nesta semana, a expectativa é outra: a de parar o tempo, a de fazer as coisas andarem mais devagar.
Muitas coisas aconteceram nesse último mês. Muitas coisas mesmo. Coisas inesperadas.
Joguei a moeda pra ver se era cara ou coroa, sem torcer pra nenhum lado, sem fazer aposta.
Joguei, mas até agora ela está rodando. E parece não ter pretensão nenhuma de escolher um lado.
O fato é que isso de escolher que caminho seguir pro resto da sua vida é cruel demais.
Eu sempre fui indecisa, nunca soube ao certo o que querer.
Mas dessa vez, eu quero duas coisas que não podem coexistir. Quero ser em duas situações distintas. Infelizmente, não consigo me repartir em duas.
Que responsabilidade fazer uma escolha. Nessas horas eu queria que alguém fizesse por mim. Assim, se eu me arrependesse, teria em quem colocar a culpa.
Nesta semana, a expectativa é outra: a de parar o tempo, a de fazer as coisas andarem mais devagar.
Muitas coisas aconteceram nesse último mês. Muitas coisas mesmo. Coisas inesperadas.
Joguei a moeda pra ver se era cara ou coroa, sem torcer pra nenhum lado, sem fazer aposta.
Joguei, mas até agora ela está rodando. E parece não ter pretensão nenhuma de escolher um lado.
O fato é que isso de escolher que caminho seguir pro resto da sua vida é cruel demais.
Eu sempre fui indecisa, nunca soube ao certo o que querer.
Mas dessa vez, eu quero duas coisas que não podem coexistir. Quero ser em duas situações distintas. Infelizmente, não consigo me repartir em duas.
Que responsabilidade fazer uma escolha. Nessas horas eu queria que alguém fizesse por mim. Assim, se eu me arrependesse, teria em quem colocar a culpa.
17.2.11
Pra contemplar.
Queria escrever algo. Mas a inspiração não virou palavra, virou imagem.
Foi assim a volta pra casa nesse fim de tarde:
Foi assim a volta pra casa nesse fim de tarde:
15.2.11
Pra declarar.
Posso ter vivido relativamente pouco, mas já sei muita coisa sobre as pessoas.
Sei que tem momentos que elas são super importantes na nossa vida. Mas depois de um certo tempo, viram apenas lembrança.
São poucas as que duram.
Você é diferente delas.
Lembro de você em todas as fases da minha vida. E, sinceramente, essa é a melhor delas.
Eu também sou apaixonada por você, flor!
Acordei com vontade de me declarar pra alguém. Daí vi essa foto e meu coração se encheu de amor.
Obrigada por esse sentimento bom!
Sei que tem momentos que elas são super importantes na nossa vida. Mas depois de um certo tempo, viram apenas lembrança.
São poucas as que duram.
Você é diferente delas.
Lembro de você em todas as fases da minha vida. E, sinceramente, essa é a melhor delas.
Eu também sou apaixonada por você, flor!
Acordei com vontade de me declarar pra alguém. Daí vi essa foto e meu coração se encheu de amor.
Obrigada por esse sentimento bom!
14.2.11
Honestidade.
A única coisa que realmente importa é ser honesta comigo mesma, não me desapontar.
Mas ser honesta comigo, muitas vezes, inclui não ser totalmente sincera com os outros.
E está aí um problema difícil de resolver!
Mas ser honesta comigo, muitas vezes, inclui não ser totalmente sincera com os outros.
E está aí um problema difícil de resolver!
12.2.11
Reflexões de Miguel.
- Eu nasci antes da Raphaelinha.
- Hm.. você é o irmão mais velho, né?!
- Não. Eu sou novo ainda!
Bom demais esse raciocínio de criança.
Ainda mais num sábado de manhã!
- Hm.. você é o irmão mais velho, né?!
- Não. Eu sou novo ainda!
Bom demais esse raciocínio de criança.
Ainda mais num sábado de manhã!
10.2.11
Desejo de ficar.
E foi assim que ele falou:
"Foi você me olhar de lado e eu ao lado doido para confessar
Mesmo quando a boca cala o corpo quer falar
Esses gestos incompletos, olhos tão repletos de te desejar
O direito de ir e vir, o desejo de ficar
Tudo isso pra dizer que eu não sei dizer onde é que isso vai dar
Que eu não mando no querer, aliás, é o querer que quer me governar
Hoje eu vivo pra dizer, eu digo pra viver, você é meu lugar
Se o amor não nos quiser, então azar do amor, não soube nos amar.."
E foi assim que eu me apaixonei, mais uma vez!
*Para variar, música Mesmo Quando a Boca Cala, do 5 a Seco.
"Foi você me olhar de lado e eu ao lado doido para confessar
Mesmo quando a boca cala o corpo quer falar
Esses gestos incompletos, olhos tão repletos de te desejar
O direito de ir e vir, o desejo de ficar
Tudo isso pra dizer que eu não sei dizer onde é que isso vai dar
Que eu não mando no querer, aliás, é o querer que quer me governar
Hoje eu vivo pra dizer, eu digo pra viver, você é meu lugar
Se o amor não nos quiser, então azar do amor, não soube nos amar.."
E foi assim que eu me apaixonei, mais uma vez!
*Para variar, música Mesmo Quando a Boca Cala, do 5 a Seco.
9.2.11
Nossa música.
O querer dos dois estava sempre em harmonia. A frequência era a mesma e os timbres combinavam perfeitamente. Quem ouvia não podia imaginar um som sem o outro.
Mas de uma hora pra outra, um mudou o tom. A música desafinou.
Agora, cada um toca uma canção diferente. Ora triste, ora alegre. Em novos ritmos. Mas volta e meia os tons se esbarram.
Quem sabe eles não entram em sintonia novamente... pra tocar aquela música que poucos tem o privilégio de tocar em par.
Mas de uma hora pra outra, um mudou o tom. A música desafinou.
Agora, cada um toca uma canção diferente. Ora triste, ora alegre. Em novos ritmos. Mas volta e meia os tons se esbarram.
Quem sabe eles não entram em sintonia novamente... pra tocar aquela música que poucos tem o privilégio de tocar em par.
6.2.11
Faça desse drama
"Faça desse drama sua hora
Faça disso a hora de recomeçar
Para conviver com a dor
Para a dor também saber passar
Se já passou, dê sorriso à cara
E vá embora"
2.2.11
Drama repetido.
Cansei das histórias repetidas.
Cansei de pensar porque você não me escolheu pra ser sua.
A vida surpreende até quando repete o mesmo drama.
Quanta falta de criatividade.
1.2.11
Banho no escuro.
Apaguei a luz e entrei no chuveiro.
De início, senti medo do escuro.
Mas precisava não enxergar.
Um sentido a menos faria eu me sentir mais.
Me sentindo mais, sentiria menos você.
De início, senti medo do escuro.
Mas precisava não enxergar.
Um sentido a menos faria eu me sentir mais.
Me sentindo mais, sentiria menos você.
31.1.11
29.1.11
Clarisseando
"Imaginei você aqui e fiquei pensando vários minutos,
e só nisso tive alegria"
Clarisse Lispector
A Clarisse sempre me surpreende com as frases dela.
Dessa vez ela me disse exatamente o que quero dizer pra você.
Saber da sua existência já me deixa tranquila.
Isso de ser para o outro motivo de felicidade...
Eu não sei mais de nós.
"Não espere eu ir embora para sentir minha falta".
É a Clarisse falando de novo!
7.1.11
Preciso dizer que eu te amo
Você já está dormindo e me deu vontade de te dizer umas coisas.
Pra não te acordar, vou colocar aqui.
Depois você pode ver, ouvir, sentir tudo que eu queria sussurrar no seu ouvido agora.
Corro o risco de ser clichê, mas nem me importo.
Ele tem as palavras certas, na ordem perfeita.
Então, que seja!
Pra não te acordar, vou colocar aqui.
Depois você pode ver, ouvir, sentir tudo que eu queria sussurrar no seu ouvido agora.
Corro o risco de ser clichê, mas nem me importo.
Ele tem as palavras certas, na ordem perfeita.
Então, que seja!
Preciso dizer que eu te amo - Cazuza
Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
22.12.10
Elogio 2.
"A Jéssica é um vulcão. Fica quetinha até o momento que se revela e entra em erupção".
Acho engraçado isso que as pessoas pensam de mim.
Acho engraçado isso que as pessoas pensam de mim.
15.12.10
Elogio.
"Você é obscenamente inteligente", ele disse.
"Como?", perguntei sem entender.
"Obscenamente inteligente", ele repetiu.
Fiquei calada um tempo, tentando entender aquele elogio.
Confesso que gostei, mas até hoje não entendi direito o que ele quis dizer.
"Como?", perguntei sem entender.
"Obscenamente inteligente", ele repetiu.
Fiquei calada um tempo, tentando entender aquele elogio.
Confesso que gostei, mas até hoje não entendi direito o que ele quis dizer.
14.12.10
Coelho branco.
Nem lembro mais como é estar lúcida e não pensar em ti.
Você aparece em pensamentos corriqueiros, em longas reflexões.
Você surge repentinamente em minha frente a todo momento, como naquele dia. A multidão desapareceu, sobrou você.
Encontro imagens e vídeos sem procurar.
O mundo cria significados que sempre envolvem você.
Busco músicas novas e até nelas você aparece.
Olhei para o quintal, lá estava o coelho branco. Ele existe.
Cheguei a me perguntar se ele era real quando o vimos pela primeira vez.
O coelho continuou sua vida. Nós é que chegamos ao fim.
Você aparece em pensamentos corriqueiros, em longas reflexões.
Você surge repentinamente em minha frente a todo momento, como naquele dia. A multidão desapareceu, sobrou você.
Encontro imagens e vídeos sem procurar.
O mundo cria significados que sempre envolvem você.
Busco músicas novas e até nelas você aparece.
Olhei para o quintal, lá estava o coelho branco. Ele existe.
Cheguei a me perguntar se ele era real quando o vimos pela primeira vez.
O coelho continuou sua vida. Nós é que chegamos ao fim.
13.12.10
9.12.10
Amizade.
Tanto carinho assim, meu coração até suspira.
Obrigada aos queridos amigos que estão dando a maior força do mundo!
É bom sentir o amor vindo de todos os lados.
Decepção é quando alguém que você sempre pensou que seria um amparo desaparece.
Talvez eu tenha incomodado demais o seu sossego.
Obrigada pela força que você não tem dado, amigo. Isso revela muito sobre você!
Obrigada aos queridos amigos que estão dando a maior força do mundo!
É bom sentir o amor vindo de todos os lados.
Decepção é quando alguém que você sempre pensou que seria um amparo desaparece.
Talvez eu tenha incomodado demais o seu sossego.
Obrigada pela força que você não tem dado, amigo. Isso revela muito sobre você!
8.12.10
Mundos distintos.
Penso no mundo que perdi.
As mãos, o calor, a carona de moto, as risadas, o carinho, o abraço, o beijo, a sensação, a alegria extrema, o choro feliz, a felicidade fácil, o colo aconchegante, o desabafo, o desejo, a compreensão, o cheiro, a sintonia...
Penso no mundo que se abriu pra mim.
O desconhecido, a expectativa, os desejos, as viagens, os beijos, os amigos, os carinhos, a experiência, o tempo, os lugares, as pessoas, os acordes, as sensações, os toques, os sons...
Tenho ido de uma ponta a outra o tempo inteiro.
Me pego feliz. Um segundo depois não estou mais.
Mudar é difícil demais. Fazer essa transição sem guerrear comigo mesma.
Preciso chorar tudo que tenho pra chorar pra depois sorrir sem medo. Me afastar pra depois poder ficar perto sem ter riscos de uma nova ferida.
Preciso odiar no primeiro momento pra depois ter um sentimento estável, um sentimento controlável.
Preciso odiar você, mas tenho medo que você me odeie.
Vou me jogar nesse mundo novo. Eu pertenço a ele agora. Essas possibilidades todas me pertencem.
Além da Máscara
As músicas contam para mim a minha própria história, me explicam o que sinto. Tudo fica mais claro.
Hoje acordei com Além da Máscara, do Pouca Vogal, na cabeça.
Era o meu inconsciente buscando entender o que se passa. Como minhas palavras não têm sido muito eficazes, ele busca nas palavras dos outros.
Se eu tivesse que definir o que sinto agora, usaria essas frases:
Agora que a terra é redonda
E o centro do universo é outro lugar
É hora de rever os planos
O mundo não é plano, não pára de girar
Agora que o tempo é relativo
Não há tempo perdido, não há tempo a perder
Num piscar de olhos tudo se transforma
Tá vendo? Já passou!
Mas ao mesmo tempo
Fica o sentimento
De um mundo sempre igual
Igual ao que já era
De onde menos se espera
Dali mesmo é que não vem
Agora que tudo está exposto
A máscara e o rosto trocam de lugar
Tô fora se esse é o caminho
Se a vida é um filme, eu não conheço diretor
Tô fora, sigo o meu caminho
Às vezes tô sozinho, quase sempre tô em paz
Num piscar de olhos tudo se transforma
Tá vendo? já passou!
Mas ao mesmo tempo
Esse mundo em movimento
Parece não mudar
É igual ao que já era
De onde menos se espera
Dali mesmo é que não vem
Visão de raio-x
O x dessa questão
É ver além da máscara
Além do que é sabido, além do que é sentido
7.12.10
O sussurro.
Eu olhei pra Lua, estava linda, do jeito que mais gosto de vê-la.
Olhei pra você e sorri.
Há tanto tempo essa cena se repetia, nunca me cansei de vivê-la.
Você me abraçou, me beijou e depois disse a coisa que mais poderia me machucar. Tal como Judas.
Seu sussurro no meu ouvido foi uma bala silenciosa.
Eu a senti no peito, mas na hora não doeu.
Minhas pernas ficaram dormentes.
Um turbilhão de palavras surgiram na mente, mas nenhuma conseguiu sair. Minha boca paralisou.
Por dois minutos não senti nada.
Até que dor veio aguda, repentina, cruel como você.
Agora ela está aqui, gritando em mim. Repetindo em alto e bom som o que eu bloqueava para não entrar em meus ouvidos.
Você me destruiu. Destruiu o que eu tinha pra te dar de mais bonito, de mais doce.
Aquilo que eu sentia já não te pertence mais.
Nunca pensei que seria tão difícil pra nós, que antes tornamos o amor em algo tão simples.
Olhei pra você e sorri.
Há tanto tempo essa cena se repetia, nunca me cansei de vivê-la.
Você me abraçou, me beijou e depois disse a coisa que mais poderia me machucar. Tal como Judas.
Seu sussurro no meu ouvido foi uma bala silenciosa.
Eu a senti no peito, mas na hora não doeu.
Minhas pernas ficaram dormentes.
Um turbilhão de palavras surgiram na mente, mas nenhuma conseguiu sair. Minha boca paralisou.
Por dois minutos não senti nada.
Até que dor veio aguda, repentina, cruel como você.
Agora ela está aqui, gritando em mim. Repetindo em alto e bom som o que eu bloqueava para não entrar em meus ouvidos.
Você me destruiu. Destruiu o que eu tinha pra te dar de mais bonito, de mais doce.
Aquilo que eu sentia já não te pertence mais.
Nunca pensei que seria tão difícil pra nós, que antes tornamos o amor em algo tão simples.
18.11.10
16.11.10
15.11.10
Palavras.
Eu escolhi trabalhar com palavras.
Por conta disso, os acontecimentos só parecem ter sentido quando o texto está pronto, quando não falta nenhuma linha. Deve estar coeso e coerente, sem dar margem a interpretações erradas.
Mas eu estava a caminho de casa quando percebi que palavras nem sempre são suficientes.
Então a agonia por não conseguir entender nem explicar o que sinto sumiu.
Por que verbalizar tudo?
A vida não se resume em letras, palavras, frases, parágrafos.
Quando entendi isso, meu coração sossegou.
Eu já não precisava mais buscar lógica nos meus sentimentos.
Bastava sentí-los e deixá-los ser.
Aceitar essa complexidade me ajudou a tornar as coisas mais simples.
Por conta disso, os acontecimentos só parecem ter sentido quando o texto está pronto, quando não falta nenhuma linha. Deve estar coeso e coerente, sem dar margem a interpretações erradas.
Mas eu estava a caminho de casa quando percebi que palavras nem sempre são suficientes.
Então a agonia por não conseguir entender nem explicar o que sinto sumiu.
Por que verbalizar tudo?
A vida não se resume em letras, palavras, frases, parágrafos.
Quando entendi isso, meu coração sossegou.
Eu já não precisava mais buscar lógica nos meus sentimentos.
Bastava sentí-los e deixá-los ser.
Aceitar essa complexidade me ajudou a tornar as coisas mais simples.
11.11.10
Acordar.
Acordo com Katherine Kiss Me do Franz Ferdinand tocando no meu ouvido. Desligo o despertador antes que Alex Kapranos comece a cantar. Não é que eu não goste da voz dele nem nada disso. É só que odeio qualquer som que me acorde e diga pra eu ir para a faculdade, quando, na verdade, eu preferia explodir o lugar e voltar para a minha cama quentinha. Odeio qualquer coisa que me traga de volta à realidade.
Eu rolo no colchão, de um lado pro outro, tentando não cair na tentação de mandar o mundo pras cucuias. Olho pro lado e vejo o mural que agora só tem fotos minhas. Lembro de tudo que tem acontecido e sinto raiva daquelas imagens: eu feliz, sorrindo daquele jeito às 6 horas da manhã, depois de tudo que aconteceu! Tirei as fotos dele de lá, mas sei quem apertou o botão da câmera em todos os meus retratos, sei para quem meu olhar sorria. Sinto como se aquelas fotos estivessem debochando de mim.
Enfim, eu levanto. Levanto porque o mundo não pára, porque a vida exige que eu continue, firme como não sou. Levanto, mas preferia continuar deitada, porque é bem mais fácil, porque não requer de mim a força que eu não tenho. Levanto pra parecer menos sozinha, pra ter ao meu redor pessoas que eu não queria. Levanto porque tenho pernas, só por isso.
Tem sido cansativo acordar pra esse mundo. Queria tanto dormir só mais um poquinho.
Eu rolo no colchão, de um lado pro outro, tentando não cair na tentação de mandar o mundo pras cucuias. Olho pro lado e vejo o mural que agora só tem fotos minhas. Lembro de tudo que tem acontecido e sinto raiva daquelas imagens: eu feliz, sorrindo daquele jeito às 6 horas da manhã, depois de tudo que aconteceu! Tirei as fotos dele de lá, mas sei quem apertou o botão da câmera em todos os meus retratos, sei para quem meu olhar sorria. Sinto como se aquelas fotos estivessem debochando de mim.
Enfim, eu levanto. Levanto porque o mundo não pára, porque a vida exige que eu continue, firme como não sou. Levanto, mas preferia continuar deitada, porque é bem mais fácil, porque não requer de mim a força que eu não tenho. Levanto pra parecer menos sozinha, pra ter ao meu redor pessoas que eu não queria. Levanto porque tenho pernas, só por isso.
Tem sido cansativo acordar pra esse mundo. Queria tanto dormir só mais um poquinho.
6.11.10
Mente vs. Corpo.
Você chega e eu nunca sei como agir.
Meu corpo cria autonomia e age por si só, com as próprias vontades, sem se importar em saber se eu aprovo.
Enxergo seu sorriso e não sei o que pensar.
Meu rosto sorri automaticamente, inebriado de felicidade por você estar por perto, por você estar feliz.
Ouço sua voz entrar suave pelos meus ouvidos e não sei o que dizer.
Minha boca se cala, te beija.
Sinto sua pele e não me pertenço mais.
Meu corpo me vence, me convence.
Eu me rendo a mim mesma. Me rendo a você.
Meu corpo cria autonomia e age por si só, com as próprias vontades, sem se importar em saber se eu aprovo.
Enxergo seu sorriso e não sei o que pensar.
Meu rosto sorri automaticamente, inebriado de felicidade por você estar por perto, por você estar feliz.
Ouço sua voz entrar suave pelos meus ouvidos e não sei o que dizer.
Minha boca se cala, te beija.
Sinto sua pele e não me pertenço mais.
Meu corpo me vence, me convence.
Eu me rendo a mim mesma. Me rendo a você.
29.10.10
Perguntas.
Desde quando você se tornou um enigma?
Foi de repente ou eu fui tonta demais para perceber?
O que antes era um sentimento bom está se transformando em aflição.
Qual é o sentido da vida assim?
Qual o sentido em gostar de alguém e não poder lhe entregar esse amor?
Eu não tenho paz.
Sem você sou só dúvidas.
Sem você eu não caibo em mim, amor.
Foi de repente ou eu fui tonta demais para perceber?
O que antes era um sentimento bom está se transformando em aflição.
Qual é o sentido da vida assim?
Qual o sentido em gostar de alguém e não poder lhe entregar esse amor?
Eu não tenho paz.
Sem você sou só dúvidas.
Sem você eu não caibo em mim, amor.
19.10.10
O anel.
"Difícil é aceitar quando as coisas não existem mais
O vazio que se sente, permanece e parece não te abandonar
Nesse dia em que tudo parecia perfeito
Eu percebi que o mundo que eu não imaginava
Sempre esteve ali"
[Cartas de Amor]
Hoje eu não usei o anel. Pela primeira vez adimiti o nosso fim. Pela primeira vez percebi que o nosso caminho não é mais paralelo e que a distância está ficando grande demais para suportar. Hoje eu busquei força dentro de mim e encontrei a força que você me ensinou a ter. Encontrei a mulher que você ajudou a construir e que agora já não te é suficiente.
Sinto medo do mundo sem você. Mas é nesse mundo que eu vou viver agora: sem seu carinho, sem seu apoio, sem seu amor. Eu nunca acreditei, mas existe um mundo sem seu amor. E hoje ele me parece terrível, mas sei que um dia vou me acostumar a viver nele. O mundo onde aquele anel é apenas uma lembrança.
Me espanto com a força que eu tenho tido. Não sei de onde ela vem, mas me mantém em pé. Você iria se orgulhar de mim. Mas você não está aqui. Eu estou sozinha. Eu e meu amor.
O vazio que se sente, permanece e parece não te abandonar
Nesse dia em que tudo parecia perfeito
Eu percebi que o mundo que eu não imaginava
Sempre esteve ali"
[Cartas de Amor]
Hoje eu não usei o anel. Pela primeira vez adimiti o nosso fim. Pela primeira vez percebi que o nosso caminho não é mais paralelo e que a distância está ficando grande demais para suportar. Hoje eu busquei força dentro de mim e encontrei a força que você me ensinou a ter. Encontrei a mulher que você ajudou a construir e que agora já não te é suficiente.
Sinto medo do mundo sem você. Mas é nesse mundo que eu vou viver agora: sem seu carinho, sem seu apoio, sem seu amor. Eu nunca acreditei, mas existe um mundo sem seu amor. E hoje ele me parece terrível, mas sei que um dia vou me acostumar a viver nele. O mundo onde aquele anel é apenas uma lembrança.
Me espanto com a força que eu tenho tido. Não sei de onde ela vem, mas me mantém em pé. Você iria se orgulhar de mim. Mas você não está aqui. Eu estou sozinha. Eu e meu amor.
18.10.10
Aflição.
Andei pensando em como as coisas estão.
Andei sentindo medo das minhas próprias escolhas.
Fico aflita sem o teu abraço.
Mas sinto que estamos no lugar errado.
Vem acabar com essa angústia, porque eu já não tenho forças.
Vem, porque quando você está comigo o mundo se acalma e tudo vira paz.
Andei sentindo medo das minhas próprias escolhas.
Fico aflita sem o teu abraço.
Mas sinto que estamos no lugar errado.
Vem acabar com essa angústia, porque eu já não tenho forças.
Vem, porque quando você está comigo o mundo se acalma e tudo vira paz.
30.9.10
Ele não vem.
Ela ficou esperando, pronta para perdoá-lo.
Mas ele não apareceu.
Isso de gostar das pessoas é a melhor e a pior coisa que pode acontecer a alguém.
23.9.10
Me apaixonei.
Estava tirando-o do carro, antes da aula de judô, quando perguntei:
- Você deixa eu te ver lutando?
E ele respondeu sem pensar nem um instantezinho:
- Eu deixo qualquer coisa pra você ficar comigo.
Meu coração derreteu!
Ele só tem três anos e já faz eu me apaixonar desse jeito.
- Você deixa eu te ver lutando?
E ele respondeu sem pensar nem um instantezinho:
- Eu deixo qualquer coisa pra você ficar comigo.
Meu coração derreteu!
Ele só tem três anos e já faz eu me apaixonar desse jeito.
13.8.10
Irrealidade.
http://www.flickr.com/photos/brunomassao
Faltam 20 minutos para o meio dia. Há pouco eu ainda estava na cama. Rolava de um lado para o outro, tentando distinguir a realidade do sonho. Não importava, ambos tinham um peso enorme sobre mim, como um fardo. Não consigo entender o porquê.
Dormi às 3 horas da madrugada, uma coisa incomum. Mas tive uma razão: li metade de um livro como quem precisa prever o futuro, os próximos acontecimentos. Quando percebi estava no epílogo, descobrindo as razões do personagem para agir de forma tão apaixonada e ao mesmo tempo abdicar dessa paixão, como se fosse um ser superior aos outros. É o tipo de história que não tem lugar na vida real. Uma pena.
Por causa da alta dose do romance inserida no meu cérebro, acordei narrando meu dia. Ri de mim mesma ao perceber isso. Eu gosto de narrativas. Fico imaginando como colocaria no papel tudo que acontece ao redor.
Hoje é Dia do Pensamento. Portanto, tenho liberdade para imaginar o que quiser. Devo fazer isso para comemorar a data. Pensar me faz flutuar entre as mais absurdas idéias, mas o peso do dia me faz fincar os pés no chão. Hoje, eu não queria estar presa a esse mundo.
Não sei ao certo, mas acho que ainda estou sonhando. O dia está muito irreal para ser realidade.
2.8.10
Segunda incomum.
É segunda-feira e, como de praxe, luto contra meu corpo e minha mente para levantar da cama. Logo traço a segunda batalha, dessa vez contra o tempo. Atrasos não são muito apreciados nesse mundo.
Entro no carro, ligo o som e por acaso ouço: “Esse é só o começo do fim da nossa vida. Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida que a gente vai passar”.
Depois disso, esqueço que é segunda-feira. Driblo engarrafamentos sem notar. Nem me irrito com os mal-humorados que deixam a educação em casa e sigo em frente, sem pesar.
É segunda-feira e estou bem. O dia só começou, que sorte!
Entro no carro, ligo o som e por acaso ouço: “Esse é só o começo do fim da nossa vida. Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida que a gente vai passar”.
Depois disso, esqueço que é segunda-feira. Driblo engarrafamentos sem notar. Nem me irrito com os mal-humorados que deixam a educação em casa e sigo em frente, sem pesar.
É segunda-feira e estou bem. O dia só começou, que sorte!
12.7.10
Nem fé nem santo.
"Vou caminhando, vou ver o sol se pôr.
Eu vou na calmaria, até onde eu não queria.
E vou andando, vou vendo o sol e a cor.
Já canso de apagar. Imploro pra poder voar"
Eu vou na calmaria, até onde eu não queria.
E vou andando, vou vendo o sol e a cor.
Já canso de apagar. Imploro pra poder voar"
Tem dias que andar de carro ouvindo música traz uma felicidade tremenda.
É assim.. quando não há engarrafamento.. quando o sol está desenhado no céu e os borrões de nuvens transformam tudo numa obra de arte.
Meus olhos acham o mundo tão bonito e tudo de bom que me acontece vem como uma onda dessas que derrubam a gente no mar.
Esses momentos parecem até imagens de filme.
O que torna a trilha sonora mais do que essencial.
Há uma música que quase sempre me faz ficar assim, feliz: Nem fé nem santo, da Mallu Magalhães.Por acaso, ela registra bem o que estou vivendo agora.
Quando penso na minha vida, vem um monte de imagens.
Algumas, tive a sorte de registrar e assim a memória não esquecerá nunca.
Então juntei tudo numa coisa só pra que vocês entendam.
É desse tipo de felicidade que eu estou falando:
11.7.10
(Sem) Agenda.
Minha agenda está marcada no dia 21 de junho. Como se a vida tivesse parado ali. Não que esse dia represente algo importante. Nem há nada escrito nele. Simplesmente parou ali por que parei de contar. Assim como quem não se importa com o tempo.
Ando sem grandes obrigações ultimamente. Acordo porque acho que devo aproveitar o dia de alguma forma. Mas se continuar dormindo não atrapalhará no andamento do mundo. A vida assim, sem obrigações, é muito boa. Mas a inércia me mantém parada, me fazendo descumprir os acordos que fiz comigo mesma quando era muito ocupada. No fim do dia não fiz nem metade do que me propus a fazer no início.
Esse descanso todo às vezes me cansa. Essa calmaria me atordoa. Talvez seja por isso que tenho cometido algumas loucuras. Talvez seja a busca de uma emoção maior, de um movimento neste mar calmo. É bem verdade que estou bem. Nem sempre satisfeita, mas bem.
O único problema de ficar longe do mundo é que acabo muito perto de mim mesma. E embora isso ajude muito, já que me aproximo do que realmente sou, fica o risco de cansar de algo que não posso descansar.
Vou atualizar a agenda, anotar minhas vontades e cumprir cada uma como se fossem obrigações. Afinal de conta, devo contas a mim mesma. Não dá pra simplesmente me ignorar.
Ando sem grandes obrigações ultimamente. Acordo porque acho que devo aproveitar o dia de alguma forma. Mas se continuar dormindo não atrapalhará no andamento do mundo. A vida assim, sem obrigações, é muito boa. Mas a inércia me mantém parada, me fazendo descumprir os acordos que fiz comigo mesma quando era muito ocupada. No fim do dia não fiz nem metade do que me propus a fazer no início.
Esse descanso todo às vezes me cansa. Essa calmaria me atordoa. Talvez seja por isso que tenho cometido algumas loucuras. Talvez seja a busca de uma emoção maior, de um movimento neste mar calmo. É bem verdade que estou bem. Nem sempre satisfeita, mas bem.
O único problema de ficar longe do mundo é que acabo muito perto de mim mesma. E embora isso ajude muito, já que me aproximo do que realmente sou, fica o risco de cansar de algo que não posso descansar.
Vou atualizar a agenda, anotar minhas vontades e cumprir cada uma como se fossem obrigações. Afinal de conta, devo contas a mim mesma. Não dá pra simplesmente me ignorar.
18.5.10
Sossega, coração!
Getty Images
Meu coração, inquieto e indeciso, perdeu a sintonia com minha mente.
Saiu pra dar uma volta e se perdeu pelo caminho.
Sabe que quer voltar pra casa. Mas gosta de se sentir livre, sem rumo.
Esse coração teimoso que, volta e meia, desobedece minhas ordens.
Mas sempre volta. E quando volta, aparece todo machucado e sujo.
Sossega, coração!
Você bem sabe que as conseqüências de seus atos insensatos caem sobre mim.
E eu fico com você na mão, sem saber em qual direção lançá-lo.
14.5.10
O personagem que me traiu.
A história era legal, mas enquanto eu lia meu coração começou a disparar.
Era você vivendo um personagem. Mas ainda assim era você.
Quando percebi isso, senti medo.
Então li mais rápido para ver onde todo aquele diálogo levaria.
E se fosse a um beijo?
O ar faltava, a mão suava, o coração pulsava em descompasso.
Pulei algumas falas pra encontrar o final e lá estava. O final cruel demais pra mim.
Era um beijo no pescoço, mas ainda sim era um beijo.
Havia contato. A sua imagem beijando o pescoço de outra doeu demais em mim.
Não era mais o personagem. Simplesmente, era você com outra. Assim, sem atuação, nem interpretação.
Você não é ator e nunca me disse que queria ser.
E eu não fui treinada pra isso. Minha mente não consegue distinguir você do personagem.
É seu rosto, seu corpo. Sua boca no pescoço de outra.
Sei que o que sinto é irracional, ainda mais pra mim, que nem sou tão ciumenta.
Mas dessa vez você encontrou o jeito certo de me tirar a paz.
É porque assim como você, amor, não sou atriz.
Sou incapaz de fingir que não sinto algo que está pulsando em mim.
Era você vivendo um personagem. Mas ainda assim era você.
Quando percebi isso, senti medo.
Então li mais rápido para ver onde todo aquele diálogo levaria.
E se fosse a um beijo?
O ar faltava, a mão suava, o coração pulsava em descompasso.
Pulei algumas falas pra encontrar o final e lá estava. O final cruel demais pra mim.
Era um beijo no pescoço, mas ainda sim era um beijo.
Havia contato. A sua imagem beijando o pescoço de outra doeu demais em mim.
Não era mais o personagem. Simplesmente, era você com outra. Assim, sem atuação, nem interpretação.
Você não é ator e nunca me disse que queria ser.
E eu não fui treinada pra isso. Minha mente não consegue distinguir você do personagem.
É seu rosto, seu corpo. Sua boca no pescoço de outra.
Sei que o que sinto é irracional, ainda mais pra mim, que nem sou tão ciumenta.
Mas dessa vez você encontrou o jeito certo de me tirar a paz.
É porque assim como você, amor, não sou atriz.
Sou incapaz de fingir que não sinto algo que está pulsando em mim.
20.4.10
Retrovisor.
Jéssica Raphaela
Há pouco me achava forte para certas coisas.
As experiências (não que sejam tantas) e os escorregões que levei por aí me fizeram acreditar que nunca mais cairia de novo.
Mas sempre caio. Da forma mais patética possível.
Olho pelo retrovisor e debocho de mim mesma.
Depois retorno pelo mesmo caminho tortuoso.
Agora me vejo sem controle.
Um carro desgovernado prestes a cair no abismo.
É culpa dessa velocidade toda.
O frio na barriga.
O mundo passando rápido.
Já me disseram que o perigo é viciante.
Acho que dessa vez me apeguei a ele.
Logo eu, que morro de medo de vícios!
14.4.10
Manhã.
Jéssica Raphaela
Mal retornei à consciência e um monte de pensamentos veio a mente.
Obrigações, coisas que eu tinha que resolver logo.
Comi um pão e tomei café com leite, sozinha, como de costume.
Fui para o computador e logo fiz tudo que tinha que fazer.
Ouvi a música Her morning elegance, de Oren Lavie, que uma amiga me passou.
Senti felicidade por estar onde eu estava.
Baixei o cd inteiro, The Opposite Side of the Sea. Queria saborear mais aquela sensação.
É uma tristeza que te faz sorrir. Uma sensação estranhamente boa.
Resolvi que faria meu almoço ao som de Oren.
Nada de miojo ou restaurantes perto do jornal onde trabalho.
Fiz um arroz cheio de coisas dentro. Foi legal cozinhar. Pena que o tempero ficou fraco.
Vou tomar um banho, daqueles que lavam a alma, daqueles que te fazem dançar de baixo d'água.
Por que hoje eu estou bem. Acho que mereço me sentir.
Essa manhã valeu mais do que todos esses dias que passaram.
Me esqueço o quanto é bom me fazer companhia, assim por prazer.
Geralmente me sinto obrigada a estar comigo mesma.
Que leveza! Se bater um vento é capaz de eu sair flutuando por aí.
4.4.10
Mundo cheio de nada.
Dias e dias, me sinto cansada.Me vejo andando em uma via paralela à que eu queria estar.
Uma hora elas se afastam e não terei mais como ir ao meu destino.
Tento me organizar: anoto desejos, agendo compromissos.
Mas isso me foge.
Passa uma semana, e os desejos continuam sendo apenas desejos.
Passa outra, perdi os compromissos.
É muita gente, muitas obrigações, muita pressão.
Do outro lado, estou eu, me cobrando felicidade, realização; estou eu me decepcionando.
Dias e dias, e muito cansaço.
Que mundo enorme esse, que de tão grande não me deixa encontrar meu canto.
16.2.10
No ar.
A noite está quente.
O único vento que bate é de tristeza.
Ela tá por aí, no ar.
Espero que ela vá de uma janela para a outra.
É porque hoje ela não é bem vinda aqui dentro.
O único vento que bate é de tristeza.
Ela tá por aí, no ar.
Espero que ela vá de uma janela para a outra.
É porque hoje ela não é bem vinda aqui dentro.
8.2.10
De dentro (sem edição).
Já não suporto mais.
Não tenho certeza nem das minhas próprias dúvidas.
Tudo me afeta e tento me manter em pé.
Me torno apática.
Finjo que não vejo.
Imagino o que já é real.
A mesmice. Essa inquietação.
O desagrado.
A velocidade não me deixa enxergar, não posso sentir.
Já não entendo mais nem de mim.
Do que sinto.
Do que quero.
Mantenho o peso do mundo sobre meus ombros que é pra não flutuar.
Me sinto só.
Não sinto mais.
Já não suporto não entender.
Assim como isso aqui, nada faz sentido.
Não tenho sentido.
Mas isso não importa.
Apenas me importa.
Não tenho certeza nem das minhas próprias dúvidas.
Tudo me afeta e tento me manter em pé.
Me torno apática.
Finjo que não vejo.
Imagino o que já é real.
A mesmice. Essa inquietação.
O desagrado.
A velocidade não me deixa enxergar, não posso sentir.
Já não entendo mais nem de mim.
Do que sinto.
Do que quero.
Mantenho o peso do mundo sobre meus ombros que é pra não flutuar.
Me sinto só.
Não sinto mais.
Já não suporto não entender.
Assim como isso aqui, nada faz sentido.
Não tenho sentido.
Mas isso não importa.
Apenas me importa.
15.12.09
O extraordinário amor banal.
www.flickr.com/photos/fdp2
Era só você olhar melhor, observar.
Era só admirar.
Eu queria você, de todas as formas possíveis. Das mais bonitas maneiras.
Você não percebeu.
Talvez eu não tenha sido tão clara.
Ou talvez tenha sido óbvia demais.
O amor era tão presente que se tornou banal?
Que injusto a rotina fazer isso com as coisas que mereciam ser sempre extraordinárias.
Que errado a gente esquecer de apreciar o cotidiano, as coisas sutis.
É lá que está os mais bonitos detalhes, toda a verdade.
Basta observar com mais cuidado.
Basta olhar, amor.
Olhar como quem quer realmente ver.
Era só admirar.
Eu queria você, de todas as formas possíveis. Das mais bonitas maneiras.
Você não percebeu.
Talvez eu não tenha sido tão clara.
Ou talvez tenha sido óbvia demais.
O amor era tão presente que se tornou banal?
Que injusto a rotina fazer isso com as coisas que mereciam ser sempre extraordinárias.
Que errado a gente esquecer de apreciar o cotidiano, as coisas sutis.
É lá que está os mais bonitos detalhes, toda a verdade.
Basta observar com mais cuidado.
Basta olhar, amor.
Olhar como quem quer realmente ver.
7.12.09
22.11.09
Suicídio.
Ela não tem controle de seu corpo quando ele está por perto.
É um súbito de sensações incontroláveis.
De medo.
De vontade.
Ela se sente dançando leve, quase flutuando.
Mas isso no pico de uma montanha.
É olhar pra baixo e ver as pedras caindo, virando pó.
No entanto a música é boa, o ritmo leva o corpo.
Mesmo no perigo ela não para de dançar.
É quase suicídio.
Mas ainda assim é tão bom.
É um súbito de sensações incontroláveis.
De medo.
De vontade.
Ela se sente dançando leve, quase flutuando.
Mas isso no pico de uma montanha.
É olhar pra baixo e ver as pedras caindo, virando pó.
No entanto a música é boa, o ritmo leva o corpo.
Mesmo no perigo ela não para de dançar.
É quase suicídio.
Mas ainda assim é tão bom.
19.11.09
Omitir.
Ninguém me disse que seria tão difícil viver.
Na minha inocência, achei que bastava respirar e perceber o quanto isso é valioso.
Ninguém me disse que o mundo seria maldoso comigo.
Logo eu que depositava toda minha esperança nele.
Na minha inocência, achei que bastava respirar e perceber o quanto isso é valioso.
Ninguém me disse que o mundo seria maldoso comigo.
Logo eu que depositava toda minha esperança nele.
10.11.09
Rostos.
Olho pras pessoas e só vejo rostos.
Nada de expectativas, sonhos, idéias, defeitos...
São só rostos. Olhos, boca, nariz, cabelo...
Apenas isso.
Mas o estranho mesmo é pensar que também sou apenas isso para elas.
Logo eu, que sou parte essencial de tudo que me existe.
3.11.09
Depressa.
Andei para ver o que tinha depois.
Andei, mas andei tanto, que passei de lá.
E nem percebi o que me rodeava pelo caminho.
7.10.09
Sono.
Sono saciado é privilégio que não tenho.
Bons eram os tempos que ficava cansada de tanto dormir.
Bons eram os tempos que ficava cansada de tanto dormir.
24.9.09
Geração preguiça.
"A minha TV tá louca,
me mandou calar a boca
e não tirar a bunda do sofá"
me mandou calar a boca
e não tirar a bunda do sofá"
Xanéu nº5 - O Teatro Mágico
Não sou a pessoa mais motivada do mundo.
Aliás, nem chego perto disso.
Tenho muitas idéias, boas idéias.
Mas o esforço de fazê-las sair da minha mente para se tornarem reais me desestimula bastante.
Eu sei, é completamente absurdo dizer isso, mas confesso: sou preguiçosa.
Tanto, a ponto de desistir das coisas.
Sem querer me livrar da culpa, mas não creio que devo carregar a responsabilidade sozinha.
Não é particularidade minha ser assim.
É característica da sociedade.
Minha geração é a geração da preguiça, da dormência, do comodismo.
Tudo me leva a ficar quieta, parada.
Eu tenho o direito de pensar. No entanto, sou convencida de que não vale à pena, de que está bom como está e que arriscar às vezes é muito arriscado.
Quando penso em me aventurar, ou melhor, quando decido de vez expor minha vida ao risco, perco a vontade em 10 minutos. Em dias e meses, no mais tardar.
É a cara de desânimo das pessoas que convivo. É a mídia me enchendo de informações supérfluas, me fazendo acreditar que são realmente importantes. É a dispersão. Enfim... tudo me desmotiva.
E a certeza mais exata que tinha há pouco... se esvai.
No fundo, acho que somos vítimas. Mas eles nos fazem acreditar que é tudo culpa nossa.
Mas tudo bem. É só deitar no sofá e ligar a TV.
O sofá é confortável e, além do mais, posso escolher qualquer coisa para assistir nos mais de 100 canais da minha TV à cabo.
22.9.09
Disseram por aí.
Ouço coisas quando ando por aí.
E não digo vozes do além. São reais (por mais absurdas que as vezes sejam).
São comentários, pedaços de conversas, observações, futilidades... coisas de todos os tipos.
Algumas me chamam atenção, por isso vou postar aqui falas que me pareçam interessantes.
Hoje, por exemplo, ouvi o seguinte trecho:
"Deveria ter feito veterinária"
Nada demais, se a frase não tivessse sido dita no banheiro feminino ao lado da redação do Correio Braziliense.
Bom saber que outras pessoas estão tão incertas quanto eu.
E não digo vozes do além. São reais (por mais absurdas que as vezes sejam).
São comentários, pedaços de conversas, observações, futilidades... coisas de todos os tipos.
Algumas me chamam atenção, por isso vou postar aqui falas que me pareçam interessantes.
Hoje, por exemplo, ouvi o seguinte trecho:
"Deveria ter feito veterinária"
Nada demais, se a frase não tivessse sido dita no banheiro feminino ao lado da redação do Correio Braziliense.
Bom saber que outras pessoas estão tão incertas quanto eu.
15.9.09
Pela janela do quarto.
Quando nos mudamos para o Vicente Pires, todos estavam bem satisfeitos com o que viam pela janela de seus quartos. Menos eu.
Eles riam e falavam que tive azar, já que minha vista era para o muro do beco.
Hoje gosto de que vejo. Só eu sei o que há de especial nessa moldura.
Ás vezes vejo a Lua daqui. Os outros quartos não possuem esse privilégio. Quando ela aparece, abro a persiana, apago as lâmpadas e deixo a luz dela iluminar tudo. É diferente. Suave.
Só tiraria os cacos de vidro que a vizinha colocou no muro. (Não entendo para que dividir as coisas com tanta agressão).
No mais, estou satisfeita.
Quando se observa bem, há algo de bonito no comum.
4.9.09
Partida.
Ele foi embora e ela ficou lá, sozinha e imóvel, por uns dez minutos.
O carro dele já ia longe quando ela pensou que tudo que acabara de se passar poderia não ter sido verdade.
Não havia Lua no céu.
Só havia um céu escuro pintado de tristeza.
Antes que tudo aquilo chovesse em cima dela, resolveu entrar.
Do lado de dentro, o frio continua.
Mas ao menos ela não iria se molhar.
O carro dele já ia longe quando ela pensou que tudo que acabara de se passar poderia não ter sido verdade.
Não havia Lua no céu.
Só havia um céu escuro pintado de tristeza.
Antes que tudo aquilo chovesse em cima dela, resolveu entrar.
Do lado de dentro, o frio continua.
Mas ao menos ela não iria se molhar.
Nascendo mais uma vez.
Mais um sobrinho pra minha coleção.
E bem na hora que pensei: "meu irmão bem que podia ter um outro filho".
E num é que vai ter!
Sorte a minha, que posso ensinar tudo que acho interessante pro meu afilhado, de dois anos, e posso me desmanchar de novo com os primeiro sorrisos do futuro bebê.
Se tem uma coisa que me encanta é raciocínio de criança sendo formado.
Eles pensam sem deixar que as pessoas interfiram nisso,
têm um raciocínio lógico que faz mais sentido que o nosso,
ficam horas concentrados em coisas que nos parecem bobas,
e aprendem de uma forma surpreendentemente rápida.
Eu mesma aprendo demais com meu afilhado.
Ou reaprendo.
Não importa.
O que importa é que gente nova vem por aí e quero aproveitar o máximo que der pra nascer de novo.
Nascer não é uma coisa que se faça mais de uma vez na vida.
Mas enquanto vou vivendo, renasço com quem nasce perto de mim.
É um bom exercício aprender tudo de novo.
E bem na hora que pensei: "meu irmão bem que podia ter um outro filho".
E num é que vai ter!
Sorte a minha, que posso ensinar tudo que acho interessante pro meu afilhado, de dois anos, e posso me desmanchar de novo com os primeiro sorrisos do futuro bebê.
Se tem uma coisa que me encanta é raciocínio de criança sendo formado.
Eles pensam sem deixar que as pessoas interfiram nisso,
têm um raciocínio lógico que faz mais sentido que o nosso,
ficam horas concentrados em coisas que nos parecem bobas,
e aprendem de uma forma surpreendentemente rápida.
Eu mesma aprendo demais com meu afilhado.
Ou reaprendo.
Não importa.
O que importa é que gente nova vem por aí e quero aproveitar o máximo que der pra nascer de novo.
Nascer não é uma coisa que se faça mais de uma vez na vida.
Mas enquanto vou vivendo, renasço com quem nasce perto de mim.
É um bom exercício aprender tudo de novo.
1.9.09
Retorno.
Uma notícia boa me motiva a escrever aqui.
É que quando a mesmice é quebrada, a gente pensa.
E pensar é um exercício bem mais complicado e simples do que parece, se é que você me entende.
A questão é a novidade ainda precisa ser confirmada.
Espalhar fatos pela internet sem ter as informações necessárias é no mínimo arriscado.
Tenho aprendido isso nos 2 anos e meio de faculdade de jornalismo (mesmo que muitos não achem esse tempo de estudo necessário).
Volto a escrever, em breve, para contar o que há de novo, o que há de velho e qualquer coisa que mereça um texto aqui.
29.4.09
100
100º postagem.
E não estou nada satisfeita com a frequencia de textos neste blog.
Estranho, por que as idéias borbulham minha cabeça.
Penso, imagino, mas quando sento em frente ao computador elas fogem,
as palavras não se formam,
as frases não fazem sentido,
simplismente.
Talvez as idéias prefiram ficar quietas na minha cabeça.
Talvez não queiram se mutiplicar em outras cabeças.
Idéias bobas,
não sabem como é bom estarem livres para serem pensadas por quem quiser pensá-las.
Dois anos de blog e 100 postagens.
Tenho que melhorar isso!
6.4.09
Motivos.
Por impulso
pulso.
Por pensar
penso.
Sem querer
quero.
Porque há vida
vivo.
Por necessidade
respiro.
Por amar
amo.
Por insanidade
pulo.
Por burrice
caio.
Por vontade
levanto.
Por certeza
erro.
Por ter medo
perco.
Por perder
desisto.
Por saber
enfrento.
Por gostar
resisto.
Por pressão
pulso.
Por impulso
arrisco.
3.4.09
Pôr do Sol
O pôr do Sol é bonito visto daqui de casa.
O Céu fica dourado, rosa, roxo e então tudo escurece.
É uma obra de arte,
um filme, uma música.
É gostoso ver.
Concentração.
Admirição.
Causa um dilúvio de sentimentos de dentro pra fora,
de fora pra dentro.
Uma vontade de ir embora com o Sol,
de ver esse milagre por outro ângulo,
do ponto de vista dele.
Pra saber se a sensação é a mesma
ou se tudo se converte.
O pôr do Sol é mais que bonito.
Ele é vida, embora represente o fim.
Eu gostaria de me pôr todo entardecer
e nascer de mim de novo,
sempre nova,
sempre outra.
1.4.09
Os outros que sou.
Queria viver outras vidas,
protagonizar outras histórias,
pra voltar a mim e poder me ser por inteiro.
É no outro que a gente se conhece.
Quando aprovamos e desaprovamos atitudes alheias, definimos o que faríamos ou não.
Eu sou assim.
Por mais que me considere só, é no outro que moldo.
Mas sou um molde maleável
de massinha colorida.
De um dia pro outro, muitas pessoas me são,
muitas vidas me vivem.
9.2.09
Os olhos.
Abri os olhos e vi os dele, concentrados nos meus, esperando ansioso que sono estivesse satisfeito.
Dois olhos parecidos com os meus. Grandes, coloridos, curiosos.
Querendo saber sobre a vida, sobre o mundo.
Querendo ver coisas novas, num momento em que tudo é novo.
Para mim, nova era aquela felicidade.
Ter o prazer de apresentar a ele coisas lindas, sensações boas, sons gostosos de ouvir.
Poder brincar até não aguentar mais e perceber o quão velha estou por não aguentar muito tempo, o decepcionando pelo cansaço. Tendo que explicar para ele, quando me puxa pela mão, que não tenho a mesma energia, porque ele não usou muito o corpo ainda e eu tenho quase vinte anos de uso.
Ele, que mesmo tão pequeno causa uma das maiores alegrias que já senti.
Quando eu sorrio e o riso vem de volta. Quando o pedido de um beijo é realizado e quando mesmo sem pedido o beijo estala na bochecha. Quando vê uma foto e acha incrível que a mesma pessoa exista duas vezes.
E nem foi de mim que ele saiu.
Saiu do amor entre meu irmão e a irmã do amigo de infância.
Uma teia de sentimentos bons o gerou.
E ele gerou uma linha enorme de sensações gostosas que com as milhões de preocupações eu tinha deixado de sentir.
Ele gerou um amor maior do que eu pensava ser capaz de existir.
Ele me gerou de novo. Me gera todo dia. Com aqueles olhos enormes e com uma vontade maior ainda que eu acorde para viver com ele.
11.1.09
Auto(des)conhecimento.
Com os outros distantes, me percebo melhor.
A casa está vazia. Na verdade, vazia não, pois estou dentro dela. Aliás, eu e os milhões de pensamentos que nunca foram tão audíveis.
Não tendo a quem enxergar, me enxergo com mais afinco. Me vejo de perto. Me ouço nitidamente.
Ouço meu pensamento, meus medos.
Percebo quanto de mim não existia antes. Meus preconceitos, os quais nunca imaginei que tivesse, se revelam.
Me recuso a descobrir meus erros. Mas no final os admito. Admito minha falha, sinto-me melhor assim. Assumo e busco não errar mais.
Mexo no quarto, mudo as coisas de lugar; aprovo, desaprovo, mudo as coisas de lugar. Exatamente como na minha cabeça. Mapeio sentimentos, mexo, troco, mudo, volto. Não sou mais. Não me conheço mais.
Estou a nove dias sozinha.
Há nove dias comigo mesma, conversando comigo, brigando comigo, rindo do espelho, chorando pro espelho.
Nunca fui tão minha. E nunca me desconheci tanto.
6.1.09
Fim do dia.
Foi uma noite de silêncio.
E mesmo sem nenhuma palavra todas as verdades foram ditas.
Mesmo as mais cruéis.
As mais duras e secas.
A realidade é que ela fez escolhas que não eram necessárias.
Ela escolheu ficar com ele sem ninguém ao redor.
O mundo se fechou para ela e junto, inúmeras declarações de amor, inúmeros sentimentos de amizade, de cumplicidade.
Sentimentos esses que eram, talvez, os mais puros, os mais fiéis.
Ninguém nunca entendeu o que aconteceu naquela noite.
Mas a verdade gritava para ser ouvida.
Antes se ela a tivesse pronunciado.
Ao menos não pareceria a morte de algo sem importância.
Teria um fim digno de algo que foi, durante muito tempo, maravilhoso.
....
O sol se pôs, e eu nem pude ver.
Para mim, ainda era uma bela manhã.
O tamanho das coisas.
A casa está grande demais.
Você deveria estar aqui para preenchê-la.
Quando está por perto nada parece ser maior que o normal.
Mas assim, longe de você, o mundo fica enorme e um pouco assustador.
A solidão fica gigante.
Só não ultrapassa a saudade.
Essa é a que mais assusta.
26.12.08
O café e a vontade.
Eu sinto vontade de tomar café quando estou aqui, no trabalho.
Não sei se é o cheiro da copa, o apelo da profissão ou a falta de algo no estômago.
A questão é que não gosto de café, portanto não entendo essa vontade.
Gosto dele com leite, assim, meio a meio, nem mais de um, nem menos de outro.
Mas nunca me encantei com o cheiro do café. Até confesso que me incomoda as vezes.
Mas aqui, estranhamente, eu sinto vontade. Eu sinto o cheiro e saboreio a sensação.
Esse querer nunca foi satisfeito, mais pelo fato de saber que não gosto do que por qualquer outro motivo.
Talvez seja uma mudança. Talvez eu deva ceder.
Mas no fim, me satisfaço sentindo o cheiro.
Fico com a vontade.
Ela me parece muito mais gostosa do que o café no seu estado físico.
16.12.08
13.10.08
Maria Flor
Maria Flor se sentia perto de tudo. Perto do chão. Perto do céu. Perto, inclusive, da distância.
Maria Flor pensava que tudo na vida era simples. Desde que não se perdesse o controle sobre si mesmo e junto disso, a cabeça.
Maria Flor viajava o mundo inteiro enquanto durmia e tinha uma história para cada cantinho do planeta por onde ela passou.
Maria Flor queria se chamar Margarida. Mas uma dia parou pra pensar e percebeu que poderia ser chamada pelo nome de qualquer uma das flores existentes. E isso vai de Cravo a Rosa, dependendo do humor dela.
Maria Flor costumava sorrir mais do que chorar. Via graça em tudo. Não por deboche, mas por beleza. O mundo fazia questão de ficar bonito para ela.
7.10.08
Carta.
Eu preciso escrever pra você. Sobre o mundo, sobre mim.
Queria escrever pra você e me entender.
As coisas têm acontecido depressa demais, não consigo acompanhá-las e analisá-las ao mesmo tempo.
O tempo se reduz ao necessário, às vezes nem isso. Eu estudo, eu trabalho, eu me irrito; e isso consome todo tempo dos meus dias. E geralmente tudo me irrita. As pessoas me irritam. E como irritam, mesmo sem se esforçarem pra isso. Além delas, o trânsito, o trabalho, as conversas, o calor, o mau-gosto... tudo me irrita, inclusive eu mesma e a maneira como eu ajo diante das situações.
Como eu me decepciono comigo! Na maioria das vezes, com as coisas que eu não fiz, não falei, não quis. Nada daquela hipócrita frase: “só me arrependo do que não fiz”. Muito pelo contrário. Me arrependo de muitas coisas que faço, de muitas coisas que penso. Mas a verdade é que deixo de fazer muitas coisas e é exatamente esse pensar e não fazer que me irrita. Na maioria das vezes não faço, não falo, me calo e brigo com isso, comigo. Quem vê nem percebe, acha que não tenho nada a dizer. Mas eu tenho e são muitas coisas, interessantes, sabe? Mas poucas são as pessoas que sabem disso.
Às vezes sinto que não pertenço a esse mundo, que caí aqui por acaso. Acho que é por isso que nem sempre me encaixo. Esse mundo não me pertence, sinto como se tivesse invadindo ele.
Precisava escrever pra você, seja você quem for, mesmo que não seja ninguém.
Retrato de uma brasiliense.
Ela estava atrasada, como sempre. Vestiu a roupa correndo, engoliu uma fatia de pão às pressas e procurou a bolsa em meio à bagunça que estava em cima do sofá da sala. Apertou o botão do elevador no mínimo cinco vezes e vendo que alguém estava segurando no quarto andar, resolveu, muito irritada, descer de escada; morava no primeiro andar, mas descer 50 degraus de salto alto era o fim.
Na garagem, percebeu que alguém tinha arranhado o carro. “É meu dia de sorte!” pensou. Mas não tinha muito tempo para pensar, deixou o arranhado pra lá e entrou no carro. Passou por uma quadra, nada de engarrafamentos. Quando olhou bem à frente estava lá, a multidão de carros parados um atrás do outro, só esperando que ela se juntasse ao grupo.
No sinal, o menino que fazia malabarismo pediu um trocado. Do modo mais educado que conseguiu, disse: “sai menino, meu humor não está bom hoje”. E assim foi, lenta e irritadamente, até desaguar na Esplanada do Ministérios. “São seis faixas, não é possível que engarrafe”. Sempre pensava isso, mesmo sabendo que as seis faixas nunca eram suficientes para quantidade de gente que andava de carro em Brasília. Ela não entendia porque em cada carro havia apenas uma pessoa. “Se cada carro fosse ocupado por cinco pessoas, haveria menos da metade de veículos que estão aqui hoje”. Era uma coisa que a irritava, essa falta de compreensão das pessoas.
Passou pela Torre de TV e nem percebeu que o céu estava artisticamente pintado de nuvens. Aliás, nem sequer olhou para o jornal que o rapaz vendia. Na manchete, um assassinato na quadra onde morava. Ela não sabia e nem estava interessada em saber, só queria ter um tipo de carro com pneus gigantes para passar em cima de todos aqueles carros que estavam empacando seu caminho.
Enfim, chegou ao seu destino: Congresso Nacional. Uma hora de atraso. Uma bronca do chefe. Ela tinha cargo comissionado. Seu trabalho era apresentar o prédio aos turistas que queriam conhecer a capital do país. O primeiro grupo já estava esperando e ao passar envergonhada entre eles, ouviu uma conversa: “As pessoas de Brasília são tão frias, não costumam dar um simples bom dia!”. Sem dizer nada, contestou: “Esses turistas generalizam tudo. Nem todos brasilienses são tão arrogantes assim”.
15.9.08
Boas vindas.
8 meses e 6 semanas.
Foi esse o tempo que aquele bebê precisou pra ficar maduro e resolver abandonar o ventre materno pra conhecer, enfim, o tão comentado mundo real.
Logo naquela sengunda-feira de caos no hospital, naquele dia que o sistema de saúde público não quis funcionar.
Não havia cama no hospital, não o suficiente pra uma mulher em trabalho de parto poder deitar e sentir suas dores de modo digno.
Por isso ela estava lá, em plena segunda-feira, fora do hospital esperando a sogra buscá-la pra ir a outro local onde ela e o futuro cidadão brasileiro fossem bem vindos.
21.7.08
29.6.08
Futuro do .Pretérito Perfeito.
Eu não faria nada. Nada que me tirasse da mesmisse de sempre. Nada que me deixasse tonta sem saber o que fazer depois.
(Mas eu fiz)
Eu nunca ficaria. Não ficaria mesmo se você me pedisse para ficar. Não ficaria mesmo se me parecesse interessante. Não ficaria só pra ver o que aconteceria se eu ficasse.
(Mesmo assim fiquei)
E se por acaso eu ficasse eu te amaria. Amaria por curiosidade. Logo a curiosidade passaria e eu não te amaria mais.
(Ainda assim amei)
Sem mais, eu sumiria. Da sua vista eu sumiria. Você ficaria cego. E eu, seca de sede, voltaria.
(Sumi. Voltei)
Eu correria mais depressa. Se eu pudesse voltar eu correria mais depressa. Pra te encontrar de novo eu correria mais depressa.
(Corri e te encontrei)
E então eu ficaria, eu te amaria.
(Fiquei e novamente amei)
Mas eu não deveria ter pressa, não poderia ter pressa. Te encontrar seria um erro porque você não ficaria comigo e não me amaria mais. Enfim, tudo logo teria um fim. E eu preferiria adiá-lo, até o dia que ele desistiria de chegar e aí sim nós poderíamos ficar.
(Mas eu errei
Você não ficou, não me amou.
E o fim, enfim, chegou.)
31.5.08
Um dia desses.
Um dia desses vou-me embora.
Quando tudo parecer menos complicado.
Vou embora com quem quiser ir comigo.
Quem quiser ficar, que fique.
Não quero mais ficar no meio da confusão.
E eu vou pra onde me der vontade.
Pra onde o vento soprar.
Pra onde tiver um mar,
um barco
ou uma cabana.
Eu vou,
num dia de Sol, com lágrimas nos olhos.
Vou feliz,
viver os sonhos que eram apagados da minha mente quando o despertador tocava.
Vou com uma máquina fotográfica numa mão e um bloco de papel na outra.
Vou pro mundo, vou pra onde eu vim, vou pro que realmente me importa.
Um dia desses.
19.5.08
Um minuto só.
Me dá só um minuto?
Um minutinho só.
Sei que o mundo vai cobrar esses preciosos 60 segundos depois,
mas eu preciso disso.
Preciso digerir isso,
digerir minha vida inteira
e tudo que ela têm sido.
Preciso que minha mente pare de girar
e minha cabeça de doer.
Por um minuto - que tudo pare.
Um minuto só
Um momento só.
3.5.08
Dois Estranhos e o Acaso.
Ele é o tipo de pessoa que atrái as outras
não por ser bonito ou simpático,
mas por ser interessantemente chato.
Ela é o tipo de pessoa que não chama nem um pouco atenção,
não por ser sem graça ou comum,
mas por escolha, nem sempre tão optativa assim!
não por ser sem graça ou comum,
mas por escolha, nem sempre tão optativa assim!
O acaso, numa de suas horas entediantes, viu essas duas pessoas tão diferentes e resolveu que iria juntá-las pra passar o tempo. E não é que se surpreendeu, foi uma junção completamente divertida.
Ele gostava de estar com ela e ela gostava de estar com ele, mas demoraram um bom tempo pra demonstrarem isso um ao outro. E é assim até hoje, depois de 8 anos dessa amizade estranhamente engraçada, essa amizade que resistiu até a seca do nordeste e que, pelo que parece, vai resistir a qualquer coisa que o acaso se prestar a colocar no caminho deles dois. Porque não é mais questão de acaso, é questão de querer.
E isso eles querem.
1.5.08
Jazz, Vinho e Sentimentos.
Chegou em casa depois de um dia cheio. Já era tarde e ela só queria a segurança da sua casa.
Jogou a bolsa no sofá, tirou os sapatos e foi até a velha vitrola herdada do avô. Pegou um disco de jazz, tirou-o da capa e colocou-o na vitrola. Depois de um breve chiado sentiu a música ecoando pelo interior do apartamento, foi tomada por uma sensação de nostalgía.
Foi à cozinha e pegou uma taça de vinho doce e voltou à sala, sentou no sofá, deu um gole e então começou a chorar, um choro suave, sem dor. Fechou os olhos e viu sua antiga casa, tão distante, tão colorida; viu a mãe na cozinha e o pai no quintal, o irmão andando de bicicleta na rua. Essa imagem tão corriqueira nunca se mostrou tão significante para ela. Abriu os olhos e se perguntou o que a fez querer sair de lá, daquele tempo, daquele lugar.
Tomou um gole do vinho e respirou fundo, não queria se arrepender, estava longe mas havia conseguido tudo que antes era desejo. Devia se sentir feliz por estar em outro país, ter o emprego de seus sonhos, um apartamento e a moto que tanto queria. Mas a solidão daquele momento não a deixava se sentir assim. Os amigos estavam em casa, com suas família e seus outros amigos. Ela estava em sua casa, com sua vitrola e seu copo de vinho.
Levantou e foi até a varanda. Era um apartamento no 11º andar. A visão que se tinha ali daquela cidade era inquestionávelmente linda. E olhando pra ela, sorriu, um sorriso suave, ligeiramente contente. Percebeu o motivo de querer tanto estar ali.
Entrou, fechou a cortina, deitou no sofá e, sem perceber, durmiu. A música ecoava pelo apartamento, ecoava pela cidade e os mútiplos sentimentos causados por aquela melodia dançavam, todos em perfeita harmonia.
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